21/05/19 Herpes em animais

Entenda melhor o que é e como tratá-la

O herpes é um problema bastante recorrente entre os animais de estimação. Nos cães, a doença é causada pelo herpesvirus canino (nos gatos, ele é o herpesvirus felino) e pode trazer malefícios consideráveis para a saúde dos pets.
Por conta disso, conhecer melhor a doença, suas características, sintomas e tratamentos é a melhor maneira de proteger o seu animal desse tipo de problema. Identificar os sinais de que algo pode estar errado e agir de maneira eficaz e veloz.

Herpes em animais
Herpes é um nome genérico dado a doenças causadas por vírus “aparentados”’. Diferentes tipos de herpesvirus acometem humanos, gatos e cães, causando problemas distintos entre si.
Nos animais, pode ocorrer tanto o acometimento causado pelo herpesvirus canino (HVC) quanto o felino, agente causador da rinotraqueíte. Por isso, é preciso conhecer bem os problemas, a fim de identificar os seus sintomas mais comuns e as consequências que podem trazer aos animais de estimação.

Diferença entre herpes felina e canina
Herpes felina, também conhecido como rinotraqueíte, é um problema altamente contagioso (por contato direto com outros animais infectados) que pode afetar gatos de todas as idades. A doença não é, no entanto, transmissível aos seres humanos, afirma a veterinária Livia Romeiro.
Já o problema canino também pode ser transmitido por contato direto, mas também há as formas placentária e venérea (ou seja, por contato sexual). Os principais sintomas são respiratórios mas, no caso dos cães, também há sinais gastrointestinais e a presença de feridas nas mucosas, assim como ocorre em humanos.

Causas e sintomas mais comuns
No caso da rinotraqueíte, os sintomas mais comuns incluem:
• espirros frequentes;
• secreção e corrimento nasal;
• problemas para respirar;
• febre;
• desidratação;
• secreção ocular;
• dificuldade para abrir os olhos;
• inflamações na pele.
Já os sintomas mais comumente encontrados no herpes canina são:
• secreção nasal;
• respiração ofegante;
• tosse;
• diarreia (normalmente em tons de verde ou amarelo);
• dores abdominais;
• emagrecimento;
• conjuntivite;
• presença de lesões na região genital;
• choros frequentes (no caso de filhotes).

Os cuidados com os filhotes, tanto no caso da rinotraqueíte quanto no do herpes canina, são os animais que estão sob maior risco de contágio. Por isso, as cadelas gestantes precisam ser imunizadas para evitar que seus bebês contraiam a doença. Já os gatinhos podem ser diretamente vacinados contra a enfermidade.

Tratamento da doença
O tratamento da rinotraqueíte tem como principal objetivo o controle dos sintomas e a redução da desidratação do animal. Para isso, são prescritos medicamentos que aliviam o desconforto (ajudando nas inflamações e na febre, por exemplo) e inalações, além de outros procedimentos pouco invasivos.
No caso de herpes canina, o tratamento também segue a mesma linha de raciocínio. São comumente feitos procedimentos para aliviar os sintomas que aparecem, a fim de reduzir o desconforto do animal até que o ciclo da doença termine.
O principal motivo para os tratamentos sintomáticos, ou seja, que tratam os sintomas, é o fato de que os problemas são causados por vírus. Assim, é necessário esperar que o ciclo viral se complete, já que não existem medicamentos que atuem diretamente nessas estruturas.
O tratamento de suporte, no entanto, é essencial, especialmente quando falamos sobre animais debilitados, filhotes ou idosos. A desidratação e as outras ocorrências causadas pelos vírus podem levar esses pets a óbito ou trazer consequências irreversíveis para a sua saúde, afirma Livia.
O herpes é um problema sério que requer tratamento rápido. Assim, é possível aumentar as chances de cura dos pets e garantir muito mais qualidade de vida a estes animais.


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Valmir Silveira

 

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Luiz, Lar do Velhinhos de Campinas