06/09/18 Prepare-se

Saiba como reagir a perguntas pessoais em entrevistas de emprego

As técnicas de abordagem em uma entrevista de emprego têm o objetivo de investigar tanto as habilidades de cada um quanto à conduta fora do ambiente organizacional e como isso pode vir a refletir no desempenho do candidato. Assim, em alguns processos, é comum encarar perguntas que podem ser consideradas invasivas por grande parte das pessoas. “Muitas empresas têm achado que elas são essenciais em um processo porque algumas funções exigem determinados requisitos. E, neste contexto, os recrutadores têm observado atentamente a forma como os candidatos têm reagido e o que isso pode revelar sobre eles”, explica Guilherme Maynard, diretor da uma empresa que oferece cursos profissionalizantes.
A ideia não é julgar, mas analisar a postura diante de situações que possam causar desconforto. Embora os participantes não vejam sentido neste tipo de questão, elas têm ajudado a identificar quem já agiu de modo antiético em algum trabalho ou mesmo se seria uma pessoa capaz de infringir regras para, eventualmente, proteger algum colega de trabalho. “A forma como a questão será respondida dirá muita coisa ao entrevistador. Se não foi bem explicada – ou a reação for explosiva – é um sinal que pode indicar que algo está sendo escondido”, assegura Maynard.
Outro ponto destacado diz respeito a questões como “onde você se vê em cinco anos?”, “qual foi sua maior conquista?” ou “qual é sua maior fraqueza?”. Ao fazer questionamentos como esses, os recrutadores querem saber o quanto o candidato está ciente das suas habilidades. “Ele não quer saber necessariamente qual é o ponto fraco, e sim qual é a percepção que ele tem sobre si mesmo. Por isso, é aconselhável fugir de respostas consideradas prontas e não contar muitas vantagens sobre as qualidades que possui”, orienta.
Segundo o executivo, todas as pessoas têm o que desenvolver e não há problema nenhum em admitir isso. Demonstrar maturidade será primordial para passar com sucesso por avaliações como estas. “Responder com sinceridade só contará pontos a favor. O aspecto técnico é muito importante, mas o lado comportamental também tem o seu peso na hora de determinar se o candidato poderá, ou não, fazer parte do quadro de colaboradores da empresa”, finaliza. 


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José Pedro Martins, jornalista

Parabéns por esta edição que está maravilhosa 
Christiane Khattar