06/01/18 Pele do rosto

Máscaras faciais ajudam a recuperar a vitalidade e amenizar problemas

As promessas são muitas, as opções também. Cada vez mais, marcas do setor beauty investem em máscaras faciais. Mas, assim como acontece com outros itens de beleza, é preciso atenção aos componentes para garantir a eficácia dos resultados e, mais do que isso, evitar “dores de cabeça”.
Entre as vantagens, por ser um cosmético que, durante a aplicação, fica em contato direto com a pele, na concentração mais alta e por mais tempo, a ação é prolongada. Além disso, os produtos agem de forma específica, focando apenas em determinado problema.
De acordo com a dermatologista Débora Azenha, a recomendação para uso é a partir da adolescência, fase em que a pele fica mais oleosa e pode apresentar acne, devido à ação hormonal. É importante lembrar que a partir dos 25 anos que a pele começa a, digamos, envelhecer, período em que a taxa de renovação do colágeno passa a ser inferior à necessária – a cada 10 anos, há perda de 10% do colágeno.
Não há restrições quanto ao tipo de pele – principalmente as máscaras calmantes –, porém, as sensíveis merecem maior atenção. “Aquelas [máscaras] com efeitos clareadores, rejuvenescedores ou antioleosidade podem provocar algum tipo de reação em peles mais sensíveis, como nas pessoas com rosácea e dermatite seborreica. Portanto só, devem ser usadas sob recomendação do dermatologista”, explica Débora. “As máscaras apresentam efeito imediato após o seu uso, então, acabam sendo interessantes quando se deseja essa melhora rápida da pele, como, por exemplo, para uma festa”, opina.
No mercado, existem dois tipos de máscaras: as descartáveis, embaladas individualmente, e em creme. Ambas apresentam vantagens e desvantagens, conforme aponta a dermatologista. “As máscaras descartáveis, que não precisam de enxágue, devem ser usadas apenas uma vez e são vantajosas porque têm menor chance de contaminação externa e de mudanças no produto depois de aberto. Já as máscaras em creme precisam de enxágue, são um pouco mais trabalhosas para a aplicação e retirada, além de exigirem atenção quanto à validade do produto depois de aberto e suas características”, explica.
Em relação aos componentes do cosmético, a dermatologista Christiana Blattner afirma que devem ser aqueles em que há indicação para uso, como ácido hialurônico, chá verde, argila, óleos de argan, melaleuca. “A meu ver, as máscaras são um carinho para a pele e um momento de relaxamento. Esse é o grande benefício das máscaras, diferentemente de um creme do dia a dia, em que você passa e acabou”, acrescenta Christiana. O ideal é que o produto fique em contato com a pele, que deve estar limpa e higienizada, durante, no mínimo, 15 minutos, repetindo em frequência semanal – na maioria dos casos. “As máscaras abrasivas devem ser usadas esporadicamente. O excesso de hidratação também pode prejudicar. Ideal seguir a orientação médica”, lembra.
Entre as máscaras mais conhecidas, listamos as de ácido hialurônico, que agem no rejuvenescimento; de ouro,  que melhoram a hidratação, o viço e a textura da pele, e têm efeito antioxidante; de argila, conhecida por desobstruir os poros, provocar afinamento discreto da epiderme e absorver o sebo, melhorando a aparência da pele oleosa; de colágeno, com ativos hidratantes e antienvelhecimento, como peptídeos, que melhora a firmeza e a hidratação da pele; além dos inúmeros tipos de máscaras clareadoras e calmantes, como as que são usadas pós lasers ou peelings químicos.

Vale lembrar que a máscara é considerada um tratamento dermatológico complementar e não substitui os cuidados diários com a pele. Pelo contrário. O acompanhamento profissional é indispensável, sobretudo, para garantir a prescrição correta. 

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