17/11/17 Lábios ressecados?

Tenha cuidado para não causar danos à pele da região

Lábios exuberantes requerem cuidados redobrados. É o que afirma a dermatologista Claudia Marçal, que ressalta a delicadeza desta região. “A pele é muito fina, formada por uma semimucosa, e pode ser amplamente agredida”, afirma. Segundo ela, o ressecamento depende de características étnicas: quanto mais clara for a pessoa, mais tendência a ter os labios delicados e sensíveis ao sol e ao frio, que são os dois principais agressores responsáveis pelo envelhecimento da pele.

Agressões ambientais
De acordo com Claudia, “as queimaduras solares  mudam a estrutura celular e podem, com o tempo, provocar alteração displásica da boa morfologia das células; o lábio começa a ficar mais ressecado, descamativo, com surgimento de fissuras e rachaduras”, explica. O frio também causa um tipo de queimadura, que é por desidratação. “Nesse caso, não tem um potencial carcinogênico. Durante o inverno, há uma diminuição da produção natural das glândulas que lubrificam a região, então a pele fica realmente menos hidratada e lubrificada, com a área mais atrófica”, ressalta.

Cuidados importantes
Por prevenção, o recomendado é fazer uma hidratação constante e frequente, com formulações ricas em vitaminas e antioxidantes. “Usar hidratantes à base de aveia coloidal, vitamina E, pró-vitamina B5, glicerina, de manteigas de karité, de óleos como o de girassol, óleo de macadâmia, a própria presença de zinco, cobre, manganês, magnésio, compostos que que auxiliam no processo de cicatrização e devem estar presentes nas formulações”, aconselha a dermatologista. Outra dica é evitar passar a língua na região dos lábios, o que provoca uma diminuição do pH, já que a saliva tem pH mais ácido e piora ainda mais o ressecamento. “Há aquela sensação imediata que houve um umedecimento da região, mas logo depois, acontece a formação de microfissuras, de ardência e vermelhidão local”, completa.

Além disso, os filtros solares específicos são importantes para evitar que haja formação do herpes pela exposição ao sol. “Isso pode acontecer também por uma mudança brusca de temperatura no inverno, então o ressecamento, a descamação, a abertura de uma porta de entrada onde existe uma solução de continuidade e a perda da integridade da barreira cutânea, faz com que a área fique mais propensa a infecções bacterianas, virais e herpéticas”, conclui Claudia.


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Iuri Victor Capelatto, psicólogo e psicoterapeuta

 

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